O que é café despolpado?

Quem nunca leu numa embalagem de café termos como: Catuaí Natural ou Mundo Novo Despolpado?! Esses termos são muito comuns entre profissionais do café, mas podem confundir o consumidor final. Afinal, ninguém é obrigado a saber de tudo 😉 Explicando o exemplo acima, Catuaí e Mundo Novo são variedades da planta de café que dão frutos diferentes. Seria mesma coisa de falar sobre as diferentes uvas dos vinho, por exemplo, Merlot e Cabernet Sauvignon.

Já os termos Natural e Despolpado fazem referência ao processamento que o café foi submetido lá na fazenda ainda. Esses diferentes métodos de processar o fruto do café resultam em sabores e texturas diferentes em sua xícara. Portanto, as decisões feitas pelo produtor ainda lá na lavoura vai traçar o destino sensorial do seu café.
Esse é o primeiro post de uma série especial que explicará alguns termos técnicos. Porém, antes de ir direto ao ponto e explicar o que é café despolpado, é importante entender a composição do fruto de café. Sim, o café é uma fruta e conta com as seguintes camadas:
• Casca – é a proteção de que tudo há no interior da fruta. Dependendo da variedade da planta, ela pode se apresentar nas cores vermelha ou amarela quando madura;
• Polpa – trata-se da parte “carnuda” logo abaixo da casca. É essa camada que é retirada no processamento café despolpado;
• Mucilagem – compreende numa camada mais viscosa rica em açúcares e fica entre a polpa e o pergaminho;
• Pergaminho – película bem fina que envolve a semente;
• Sementes ou Grãos – o café é um dos poucos alimentos que consumimos apenas o caroço, ou o grão… a semente. Cada fruto contém duas sementes que serão torradas e se tornaram o café que você conhece.

Quando o café é despolpado, sua polpa é removida por meio de equipamentos especiais. Os despolpadores são máquinas que submetem os grãos maduros a uma pressão e, ao passar por um cilindro com furos, as cascas e polpas são retiradas. De um lado cai a casca, de outro o grão que será seco em terreiros ou secadores mecânicos.

Por ter a polpa removida, o pergaminho fica mais aparente durante o processo de seca. Sensorialmente, esse processamento resulta numa boa doçura e deixa o corpo mais leve. Se você quiser experimentar, nossos Blends Suaves podem conter cafés despolpados.

Qual é a diferença entre o cappuccino brasileiro e o cappuccino italiano?

Muitos o conhecem com canela, cacau e outras delícias, mas poucos imaginam que a versão original criada há séculos na Itália nem levava café espresso. Era café coado, acredita?! A explicação é simples: quando sua receita foi elaborada pelo monge Marco D’Aviano no século XVII, as máquinas de expressos nem existiam ainda. A primeira patente dessa tecnologia foi registrada apenas no ano de 1901 pelo Sr. Luigi Bezzera (mas isso é assunto para outro post).

Voltando ao monastério, a versão de Marco levava café filtrado, leite e mel. A bebida ficou famosa na região, conquistou fãs e ganhou esse nome em referência às roupas usadas pelos monges franciscanos que tinha um capuz: cappuccio (capuz) e ino (sufixo de diminutivo do idioma italiano). Anos depois, com a revolução industrial e a investida italiana em popularizar as máquinas de espresso no mundo todo, o café filtrado foi substituído pela potência dos espressos e o mel foi retirado da receita.

Atualmente, a receita tradicional do cappuccino italiano leva: 1/3 de espresso; 1/3 de leite vaporizado; 1/3 de espuma de leite na xícara de 150ml a 180ml e pronto! Nada mais na xícara, apenas café e leite. Já na versão brasileira, a base é a mesma sempre acompanhada/incrementada com ingredientes como chocolate, doce de leite, chantilly, canela, pó de cacau e até mini-bombons e trufas são depositados no fundo da xícara.

Lembre-se que não existe a melhor ou a pior! Existem versões diferentes de cappuccino (desde original até as adaptadas) para todos os gostos. Nossa sugestão é que você sempre pergunte como a cafeteria ou padaria serve o cappuccino. Se você prefere a versão tradicional, tenha certeza de que o/a barista entendeu o que você pediu para evitar erros.

O que é café natural?

Bastante popular na cafeicultura brasileira, o processamento chamado café natural preserva os grãos como a natureza mandou. Ou seja, ele é seco com a casca e com tudo que tem direito. Quando o café atinge seu nível máximo de maturação, os grãos são colhidos e encaminhados diretamente para terreiros de secagem ou para secadores mecânicos.

O segredo do café natural é remover o excesso de água dos grãos por meio de uma seca uniforme e facilitar a homogeneização dos grãos. Assim, evita-se a proliferação de microrganismos que podem comprometer a qualidade final da bebida. De acordo com o livro Glossário de Termos Técnicos Utilizados na Cafeicultura, de Sára Maria Chalfoun, por ser seco com a polpa e mucilagem o café natural apresenta corpo e aroma pronunciados, acidez moderada e sabor naturalmente doce.

Os cafés naturais são tão populares no Brasil que alguns concursos de qualidade criaram uma categoria especial só para eles. Assim, a decisão entre os melhores que usam esse processamento de via seca é mais justa. As fazendas de Orfeu Cafés Especiais, por exemplo, já foram campeãs nessa categoria no concurso de qualidade Late Harvest Competition. Para conferir os sabores desse processamento, confira em nossa loja o Orfeu Intenso e o Blend Orfeu Clássico .

Descubra os segredos da Roda de Aromas e Sabores do Café

Como descrever o perfil sensorial (aroma e sabor) de um café em diferentes idiomas e culturas? Esse foi o desafio do mercado de cafés especiais para comercializar cafés finos no mundo todo. Era necessário estabelecer uma nomenclatura padrão para que todos falassem a mesma língua, a língua do café!

Nesse contexto, a primeira versão da Roda de Aromas e Sabores do café (Coffee Taster’s Flavor Wheel) foi lançada em 1995 pelo norte-americano Ted Lingle. O então diretor executivo da SCAA, Associação Americana de Cafés Especiais, fez parceria com a cientista Ann Noble Davis da Universidade da Califórnia, que já tinha desenvolvido a Roda de Sabores do Vinho. A primeira versão da Roda do Café, lançada e publicada pela Associação de Cafés Especiais (SCA) é usada largamente até hoje por profissionais do café de todo o mundo.

Ao contrário do sistema de classificação COB (Classificação Oficial Brasileira) , que avalia grãos defeituosos, a metodologia SCA foca nos atributos sensoriais e guia os degustadores por meio da Roda de Sabores e Aromas do Café. Basicamente, ela se organiza em dois grandes grupos:
• Sabores, que se dividia em doce, salgado, amargo e azedo;
• Aromas – que se dividia em cheiros de origem enzimática, caramelização e destilação seca.

Ao degustar o café, o primeiro passo é identificar esses grandes grupos e depois aprofundar a descrição dos aromas e sabores de cada subgrupo. Esse método orientou profissionais do mercado por duas décadas até que o sistema de avaliação foi atualizado em 2016. O número de 110 novos atributos ou descrições foi acrescentado formando outro layout da Roda de Aromas e Sabores do café conforme a foto abaixo:

Roda de sabores do provador de café foi criada usando o léxico sensorial desenvolvido pela World Coffee Research (Foto: Specialty Coffee Association)(Foto: Specialty Coffee Association)

Segundo o site oficial da SCA, esse é um trabalho que deverá ser constantemente atualizado à medida que novas descobertas são feitas no mundo de cafés especiais. A versão mais atualizada foi resultado de um trabalho feito por muitos pesquisadores e especialistas da indústria do café e com parcerias com a World Coffee Research, encabeçada por Edgar Chambers, da Kansas State University, também a Texas A&M e a própria Universidade da Califórnia, em Davis.

Por ser didática, ela pode guiar qualquer amante do café como você que nos lê. Quer fazer um teste? Imprima esse guia em casa e comece a praticar a identificação de aromas e sabores do seu café Orfeu. Esse exercício vai no mínimo treinar seu paladar para descrever e degustar cafés especiais.

10 prazeres que só quem é apaixonado por café entende

A felicidade de um verdadeiro amante do café não se resume em visitar uma fazendas ou ganhar microlotes premiados de presente. A felicidade de um bom cafemaníaco está nas coisas simples da vida. Se você é realmente é apaixonado pela bebida, vai se identificar com a maioria desses prazeres que só o café proporciona.

1 – A melhor parte de acordar é saber que tem café para tomar
Você é daqueles que coloca vários horários no despertador?! Bem, a arte de levantar da cama pode ser complicada e o pensamento que mais lhe dá forças para começar o dia é o café. Só de imaginar o cheirinho de café coado na casa… você já desperta.

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2 – Olhar para sua coleção de canecas
As pessoas nunca entenderão o prazer de “namorar” sua coleção de canecas. E essa lista de artigos cafeinados pode se estender também para xícaras, métodos de preparo, livros sobre café e até broches e camisetas com tema.

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3 – Aquecer as mãos na caneca de café
Quem nunca preparou um cappuccino ou um café em dias frios para aquecer as mãos, o corpo, a alma?! O acalento vem de todos os lados: o cheirinho de café recém passado, o quentinho e o sabor que te abraça por dentro.

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4 – Observar a expansão do café quando se faz a pré-infusão
Uma das vantagens de moer o café na hora do preparo é o frescor que a bebida tem. O indício de que o pó recém-moído, é de qualidade e está com uma torra recente é o que as pessoas chamam de “coffee blooming”. Sabe quando jogamos as primeiras gotas de água e o café começa expandir?! É disso que estamos falando!

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5 – Salivar com a crema de espresso
Tigrada, cremosa e consistente. Se você também saliva quando te servem um espresso com a crema perfeita, bem-vindo(a) ao time Orfeu!

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6 – Se perder nos corredor de cafés do supermercado, quanto mais melhor!
Prateleiras repletas de todos os tipos de café. Cápsula, torrado e moído, em grãos, lotes de diversas origens e até de outros países. Se você adora se perder nos corredores de supermercado para analisar embalagens, verificar datas de torra e descobrir novos produtores, esse item da lista é especial para você!

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7 – Ganhar algum utensílio de café novo
Pode ser presente de aniversário, comemorações de fim de ano, lembrancinha do amigo secreto… não importa! O mais importante é que aquela pessoa abençoada comprou aquele livro de café que você tanto queria ou aquele método de preparo que você não tinha dinheiro para comprar. Um salve para esses anjos de presentes cafeinados!

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8 – Ter o café como sua melhor companhia
A hora do café é ótima para compartilhar com amigos, família e pessoas queridas. Porém, não há coisa melhor que preparar uma xícara do seu grão favorito e ter um momento pleno só com ele. Você e o café se bastam.

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9 – Entrar na sua cafeteria preferida e o barista sabe que seu cappuccino é o tradicional
Sobre o prazer inenarrável de não precisar descrever como o seu cappuccino deve ser servido!
*nada contra as outras versões, mas não saber o que esperar (se vem chocolate ou canela ou só leite) quando pede um cappuccino é sempre um momento de atenção.

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10 – Guardar um pouquinho de café na caneca para tomar depois
Aquele restinho de café que sobrou, mas você não quer jogar na pia por ele ser muito bom. Depois de um tempo, você lembra que ele está lá e, mesmo gelado, ele está delicioso. Com cafés especiais é assim, gostoso mesmo frio.

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