Perguntas e respostas sobre degustação de cafés

O mundo dos cafés especiais é realmente fascinante! Já demos aqui algumas dicas para degustar o café, mas se você quer saber um pouco mais sobre a arte de saborear bebidas diferentes, esse post é para você! Convidamos o barista Daniel Munari para responder algumas dúvidas comuns na hora de degustar uma xícara de café.

 

ORFEU: Como treinar a descrição dos sabores que estou sentindo?

BARISTA: Criando uma biblioteca sensorial. Para fazer isso, as mesmas dicas do post Dicas Para Degustar Café devem ser aplicadas em diferentes tipos de alimentos. Por exemplo, prove um abacaxi maduro e busque entender os sabores que estão presentes ali: a acidez, a doçura, a textura, o aroma. Tudo isso nos ajuda a compreender melhor o café.

 

ORFEU: Devo anotar essas descrições? O que faço com elas depois? Comparo com outras descrições de outro café?

BARISTA: Depende do seu nível de dedicação. Para quem quiser se aprofundar nas degustações sugiro um caderninho com o seguinte padrão:

  • A origem do café;
  • Data de torra;
  • Quando foi comprado;
  • Variedade do café (exemplo: Bourbon Amarelo OU Blend de Catuaí com Mundo Novo).

 

Depois adote um sistema de pontuação para avaliar os seguintes itens:

  • Doçura;
  • Acidez;
  • Amargor;
  • Notas de: Frutas, Notas de Flores, Notas de fumaça;
  • Corpo;
  • Aroma;
  • Sabor residual;

 

Deixe um espaço para anotações particulares. Exemplo: como esse café te fez se sentir? Você identificou alguma nota sensorial específica? Gostou ou não da bebida e por quê?

ORFEU: Devo reparar os sabores diferentes de um café coado e um espresso?

BARISTA – Degustar um espresso é MUITO mais difícil do que um filtrado, pois se trata de uma bebida mais intensa e seus sabores explodem na boca. O espresso é uma lente de aumento, potencializando o que existe de melhor OU de pior no café.

 

Por isso, sugiro começar com cafés especiais filtrados uma vez que seus sabores podem ser percebidos com mais clareza.

Conheça o nosso Jequitibá-Rei

Cenário de muitos pedidos de casamento, ele é tratado como guardião da lavoura e apelidado como Jequitibá Rei pelas famílias que moram na fazenda Sertãozinho. Sua majestade pode ser observada em diferentes pontos da plantação e com 1.500 anos de idade já passou por muita coisa. Inclusive, já foi ferido por um raio que abriu um buraco bem no meio do troco.

Resiliente, segue em pé como um exemplo para quem o observa. Para amenizar e curar a ferida, a equipe da fazenda prepara um curativo natural para passar no tronco uma vez por ano. Para desbravar seus 40 metros de altura, uma equipe especializada em rapel passa essa “pasta” na ferida do Jequitibá. “Felizmente, grande parte já cicatrizou e ele continua saudável”, conta o diretor geral das fazendas onde Orfeu é produzido, José Renato G. Dias.

Quem o vê solitário e imponente no meio do cafezal pode até imaginar que ele é o único da propriedade, o que não é verdade. Existem outros Jequitibás e diversas árvores nativas na região. “Enquanto a legislação exige 20% de área verde, nós preservamos 30% e ainda plantamos cerca de 2 mil árvores nativas por ano para aumentar essa área”, conclui Dias.

 

A figura é tão importante para a família Orfeu que ele serviu de inspiração para a criação do logo da marca. “Nós acreditamos que o Jequitibá tem a visão perfeita para mostrar a grandeza de tudo o que envolve Orfeu. As pessoas, a terra, o café, a harmonia. Todos que vão à fazenda se emocionam ao vê-lo. Queremos que esta campanha leve esta emoção a todos que não têm essa oportunidade”, comenta Amanda Capucho, diretora geral de Orfeu Cafés Especiais.

Agora, que já falamos muito… passamos a palavra para ele, nosso Jequitibá Rei.

Quais são os tipos de café

Atire a primeira pedra quem nunca ficou perdido diante de tantas opções de café nas gôndolas do supermercado. Muitas vezes, a mesma marca ou fazenda podem apresentar duas categorias diferentes, mas o que isso quer dizer? Para entender melhor como o mercado de cafés rotula os produtos, preparamos um tutorial simples.

Resumindo, aquele famoso do supermercado também conhecido como Tradicional conta com um blend de café arábica e robusta. Nele, evita-se (mas não se proíbe) o uso de grãos defeituoso que diminuem a qualidade da bebida final. Também não existe uma limitação de quantidade de robusta no pacote, o que geralmente, não colabora muito no sabor.

Já o café Superior conta com mais arábica e aceita o máximo de 10% de grãos defeituosos, se houver robusta, ele deverá ser de melhor qualidade. A história muda com o café Gourmet. Feito 100% com café arábica, ele não tem frutos defeituosos e a bebida naturalmente fica mais saborosa. Essas são as categorias mais encontradas nos diversos supermercados espalhados pelo Brasil e são fiscalizadas pela Associação Brasileira da Indústria do Café (a ABIC). Mas e o tal do Café Especial?

Essa seria uma evolução da categoria Gourmet e os requisitos para classificar o produto como tal são bem rígidos. Questões como procedência (quem produziu em qual fazenda?), sustentabilidade e cuidado em todas as fases da produção permitem que o consumidor tenha uma ótima experiência com a bebida. Quando livre de defeitos, impurezas e com uma torra cuidadosa de acordo com o perfil do grão, o café realmente fica excepcional. Uma das formas de saber se o café é Categoria Especial, basta localizar o selo da BSCA (Associação de Cafés Especiais). Além de garantir a alta pontuação,  via QR Code em cada embalagem de café é possível rastrear sua origem, a variedade da planta e todos os detalhes técnicos que apreciadores de café buscam na hora de degustar a bebida.

Um exemplo desse cuidado que podemos citar aqui no Orfeu é a cata seletiva depois da torra. Logo depois do café ser torrado, ele é separado manualmente antes de ser embalado. Isso garante que eles cheguem a sua casa mais homogêneo, resultando numa bebida equilibrada, limpa e super saborosa.

 

Como fazer caipirinha de café?

O sabor adocicado e suave da cápsula Orfeu Suave (compatível com máquinas Nespresso®) é a combinação perfeita para a cachaça, limão e açúcar! Um drink refrescante com a cara do Brasil que vai surpreender o paladar de seus convidados.

Se você quiser experimentar outras variações de frutas com outros cafés de nossa fazenda, conte tudo para a gente aqui nos comentários! Se sua receita inspirar nossos baristas, podemos até publicar aqui em nosso blog. Que tal?!

 

 

Ingredientes:

Açúcar (o quanto baste)

1 Limão (o quanto baste)

Gelo (o quanto baste)

1 dose Cachaça de sua preferência

1 cápsula de café Orfeu Suave

 

Modo de Preparo:

  1. Corte a quantidade de limão que desejar
  2. Adicione açúcar e comece a macerar. Quanto mais suco do limão misturado com o açúcar, melhor!
  3. Adicione a dose de cachaça
  4. Coloque gelo
  5. Prepare seu café em cápsula Orfeu Suave
  6. Adicione na caipirinha e mexa
  7. Canudinho e aproveite!

 

* Cápsula compatível com máquinas Nespresso®.

 

Compartilhe no Instagram como ficou e marque a gente @OrfeuCafes para vermos como ficou!

Como fazer Café Gelado (Cold Brew) em sua casa

Para quem não está acostumado, ouvir que um café “é passado a frio” pode causar estranheza. Ele é conhecido por aqui como café gelado, mas os novos entusiastas do café gostam de chamar a bebida de Cold Brew. Nesse processo, a água fria não extrai rapidamente todos os sabores e aromas dos grãos, por isso, ele deve ficar em infusão entre 12 e 18 horas.

Todo mundo fala sobre ele agora, mas poucos sabem que o método foi usado pela primeira vez no ano de 1600 no Japão. De acordo com o site Driftaway, a bebida era chamada de Kyoto-Style Coffee e com o passar dos séculos a receita recebeu adaptações e novas versões.

Provavelmente você já viu garrafinhas estilosas em algumas cafeterias, mas agora a gente te mostra como fazer um café gelado delicioso em sua casa!

 

 

PREPARO:

Você vai precisar de:

16gr (ou duas colheres de sopa não muito cheia) de grãos de café Orfeu Clássico

1 Prensa Francesa

1 moinho (pode ser elétrico ou manual)

200ml de água filtrada ou mineral na temperatura ambiente

 

1 – Moa o café – faça uma moagem grossa para a Prensa Francesa, mais ou menos como sal grosso

2 – Coloque o pó na Prensa Francesa

3 – Adicione 200 ml de água em temperatura ambiente

4 – Mexa com cuidado e tampe com êmbolo sem apertar, apenas apoiado

5 – Deixe em infusão por 12 horas em um local arejado protegido da luz

6 – Passado esse tempo, abaixe o êmbolo para coar o café e pronto! É só curtir com um pouco de gelo essa bebida super refrescante!

 

Para não errar:

  • As notas frutadas e florais do Café Orfeu Clássico são ideais para deixar a bebida final ainda mais gostosa!
  • Lembre-se que você não precisa esquentar a água para fazer um café gelado delicioso. Use água em temperatura ambiente!
  • Utilize água filtrada para extrair o melhor do seu café

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